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Ambiente seguro e cuidados diários ajudam a evitar quedas na terceira idade

De acordo com o Ministério da Saúde as quedas estão entre as principais causas de acidentes envolvendo pessoas idosas. No Brasil, cerca de um em cada quatro idosos sofre uma queda por ano, segundo dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil). Entre pessoas com mais de 80 anos, esse índice chega a 40%. Além dos riscos de fraturas e outras lesões, uma queda pode provocar perda de autonomia, medo de andar e redução da realização de atividades do dia a dia. Em situações mais graves, especialmente quando há fratura de quadril ou fêmur, as consequências podem comprometer significativamente a recuperação e a qualidade de vida do idoso.

Segundo a Dra. Luciana Alarcon Dian, médica da Família e Comunidade do Padre Albino Saúde, o risco de queda aumenta com o envelhecimento e pode estar relacionado a diferentes fatores. “Alterações na visão, diminuição dos reflexos, perda de força muscular, problemas de equilíbrio, doenças neurológicas, alterações cardiovasculares e o uso de determinados medicamentos estão entre as condições que podem favorecer os acidentes. O ambiente doméstico também merece atenção. Tapetes soltos, pisos escorregadios ou desnivelados, objetos espalhados pelos cômodos, pouca iluminação e móveis que dificultam a circulação podem aumentar o risco de acidentes. Banheiros, escadas e locais utilizados durante a noite exigem cuidado especial”, ressalta.

Dra. Luciana destaca ainda que a perda de massa muscular merece atenção. “Com o envelhecimento, a redução da força pode comprometer a estabilidade e dificultar movimentos simples, como levantar-se de uma cadeira, subir escadas ou caminhar. Por isso, a prática regular de atividades físicas orientadas, especialmente aquelas que trabalham força, equilíbrio e mobilidade, pode contribuir para a prevenção. Quando ocorre uma queda, a orientação é não ignorar o episódio, mesmo que aparentemente não tenha provocado consequências. A prevenção, portanto, envolve não apenas a pessoa idosa, mas também familiares e cuidadores. Acompanhamento médico regular, revisão dos medicamentos quando necessário, cuidados com a visão, atenção à alimentação e à atividade física e adaptações no ambiente contribuem para reduzir os riscos”, lembra.

Foto: Divulgação PAS/Magnific