Bate-papo do PAS esclarece dúvidas e desmistifica parto normal
O Padre Albino Saúde (PAS) realizou, neste dia 8 de abril, o Bate-papo sobre Parto Normal, com a ginecologista e obstetra Dra. Mariana Magri Magagnini e a enfermeira obstetra Flávia Miotto, que abordaram informações importantes para desmistificar os tabus construídos ao longo das gerações sobre o parto normal.
Durante o bate-papo, Dra. Mariana destacou que muitas das inseguranças relacionadas ao parto normal ainda estão ligadas a relatos antigos e experiências negativas. “Por conta de histórias ruins que nós, nossas mães e avós escutamos, e também pela má assistência no passado, hoje quem deseja o parto normal muitas vezes é visto como exceção. No entanto, a Organização Mundial da Saúde orienta que cerca de 80% dos nascimentos poderiam ser de parto normal em qualquer lugar do mundo”, explicou.
A especialista também reforçou a importância do preparo durante toda a gestação. “O bebê vai nascer e tanto o parto normal quanto a cesárea têm riscos. O que precisamos é minimizar esses riscos com preparo: cuidar da saúde, realizar o pré-natal corretamente, seguir orientações e se preparar para o momento do parto, entendendo que ele é apenas uma etapa. Depois ainda vêm o puerpério, a amamentação, o retorno ao trabalho e a introdução alimentar. Por isso, é fundamental olhar para os benefícios e para todo o processo”, destacou.
A enfermeira obstetra Flávia Miotto abordou o aspecto emocional da gestação e do parto, reforçando o papel da informação e do acolhimento nesse processo. “Ao longo da gestação é natural que a mulher sinta medo. Mas, com informação e apoio, esse medo pode ser transformado em amor e acolhimento. Quando a gestante se sente orientada e segura, ela vive esse momento de forma mais tranquila. Esse preparo envolve uma rede de apoio com profissionais como obstetra, fisioterapeuta e doula, que ajudam a preparar emocionalmente para o momento mais importante da vida: o nascimento do filho”, afirmou.
O Padre Albino Saúde realiza o bate-papo três vezes ao ano para promoção da assistência humanizada, baseada em informação científica, acolhimento e respeito às escolhas da mulher, contribuindo para experiências mais seguras e conscientes durante a gestação e o parto.
