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Otorrinolaringologista do PAS fala sobre otite infantil e quando procurar ajuda

Febre, irritabilidade, choro frequente e dificuldade para dormir podem ser sinais de problema bastante comum entre as crianças: a dor de ouvido. O sintoma, muitas vezes associado a gripes e resfriados, costuma estar relacionado às otites, infecções que acometem diferentes regiões do ouvido e que representam uma das principais causas de atendimento em urgências pediátricas.

Segundo o otorrinolaringologista do Padre Albino Saúde/PAS, Dr. Pedro Perez, a chamada otite média aguda é o tipo mais frequente nas crianças e ocorre dentro da caixa timpânica, podendo ser causada por vírus ou bactérias. “Cerca de 80% dos casos acometem principalmente bebês entre os 6 meses e os 2 anos de idade. Isso acontece porque, nessa fase da vida, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, deixando a criança mais vulnerável às infecções respiratórias e, consequentemente, às dores de ouvido. Além disso, a anatomia infantil também favorece esses quadros, já que a tuba auditiva, canal que liga o ouvido à parte posterior do nariz, é mais curta e horizontalizada, facilitando a passagem de secreções e micro-organismos”, explica.

O médico destaca que alguns hábitos do dia a dia podem aumentar o risco de otite. “Quando o bebê toma mamadeira deitado, por exemplo, o líquido pode acabar chegando até a tuba auditiva e favorecer o surgimento da inflamação. O uso frequente da chupeta também pode contribuir para o acúmulo de secreções no ouvido. Outro ponto importante é a exposição ao vento e ao frio, que podem deixar a região mais sensível e dolorida. Já a fumaça do tabaco irrita as mucosas e aumenta o risco de infecções, tornando-se mais um fator de preocupação para os pais”, completa.

Ao perceber sintomas como dor de ouvido intensa, febre, irritabilidade ou alterações na audição, a recomendação é que os pais e responsáveis procurem atendimento com médico otorrinolaringologista. O diagnóstico é realizado a partir de avaliação clínica e do exame do ouvido com o uso do otoscópio. Dependendo do caso, exames complementares, como audiometria e exames laboratoriais, podem ser solicitados para confirmar a infecção e indicar o tratamento mais adequado para a criança. Dr. Pedro Perez ressalta ainda que, para evitar futuras complicações, além dos cuidados básicos com a região auditiva, manter a caderneta de vacinação em dia é essencial, pois ajuda a reduzir os riscos de infecções que podem evoluir para otites. “Entre as vacinas importantes estão a Pneumocócica, a Haemophilus influenzae tipo B e a vacina contra a gripe”, lembra.

Foto: Divulgação PAS