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Saúde respiratória merece atenção especial durante a primavera

A primavera é conhecida como a estação das flores, mas também pode ser um período desafiador para quem sofre com alergias e doenças respiratórias. Isso acontece porque, além do aumento da temperatura, há maior concentração de pólen no ar, o que pode desencadear crises de rinite, asma e outras condições respiratórias. Segundo a médica de Família e Comunidade do Padre Albino Saúde, Juliana Zardini Melani Vidal, pessoas que já apresentam rinite, sinusite ou asma precisam redobrar os cuidados nesta época do ano. “O contato com o pólen pode provocar ou intensificar sintomas como espirros frequentes, coriza, coceira no nariz e nos olhos, congestão nasal, tosse e sensação de irritação nas vias respiratórias. Por isso, quem já apresenta alguma doença respiratória deve ficar atento às mudanças nos sintomas e manter os cuidados recomendados. Manter os ambientes limpos e arejados, evitar o acúmulo de poeira, lavar roupas de cama com frequência e realizar a higiene nasal com soro fisiológico são algumas das recomendações”, destaca.

Dra. Juliana também chama a atenção para a importância de redobrar os cuidados quando os sintomas fogem do quadro habitual. “Falta de ar, chiado no peito, dificuldade para respirar, febre persistente, dor facial intensa ou piora significativa do estado geral são sinais que indicam a necessidade de avaliação médica. Para quem já possui doença respiratória diagnosticada, manter o acompanhamento e o tratamento indicado é fundamental para reduzir o risco de complicações”, ressalta.

Neste período os cuidados também devem ser redobrados por quem pratica atividades físicas ao ar livre, como caminhadas, corridas e ciclismo. “Na primavera, quando há maior concentração de pólen, a recomendação é evitar locais com grande quantidade de vegetação e flores e, quando possível, escolher horários e ambientes com menor exposição a pólen, poeira e poluição. Também é interessante consultar aplicativos de previsão e qualidade do ar, que podem ajudar a identificar as condições ambientais antes da prática de atividades ao ar livre”, orienta. Outra dica é tomar banho, trocar de roupa e lavar o rosto e os cabelos após permanecer em ambientes externos. Essas medidas ajudam a retirar partículas de pólen que podem ficar em contato com o corpo. Dentro de casa, manter a limpeza regular e evitar o acúmulo de poeira também contribui para reduzir os fatores que podem desencadear crises.

Foto: Divulgação PAS/PEXELS