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Urologista do PAS orienta sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de próstata

Cerca de 18,5 mil homens morreram no Brasil em 2025 vítimas do câncer de próstata. Isso equivale a 50 mortes por dia, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A respeito dos fatores de risco, o médico urologista do Padre Albino Saúde/PAS, Dr. Thiago Tagliari, explica que, embora não exista causa única para o desenvolvimento do câncer de próstata, algumas condições podem aumentar as chances de ocorrência da doença. “Entre elas estão a idade, já que o risco aumenta com o envelhecimento, e a obesidade, especialmente quando associada à síndrome metabólica. Também existem fatores étnicos, com maior incidência entre homens negros, além da predisposição genética e do histórico familiar. Por isso, recomendamos que homens sem fatores de risco procurem avaliação urológica a partir dos 50 anos. Já aqueles com histórico familiar da doença ou que sejam negros devem iniciar esse acompanhamento aos 45 anos”, orienta.

O tratamento do câncer de próstata varia conforme o estágio da doença e as condições clínicas de cada paciente. Entre as possibilidades estão a vigilância ativa, em casos selecionados, a cirurgia, a radioterapia e a hormonioterapia, que podem ser utilizadas isoladamente ou em combinação. Quando há indicação cirúrgica, a retirada da próstata pode ser realizada por técnicas aberta, laparoscópica ou robótica, sendo esta última menos invasiva. “A cirurgia robótica proporciona uma visualização tridimensional e ampliada da região operada, o que permite ao cirurgião identificar melhor as estruturas próximas à próstata que precisam ser preservadas. Isso é importante porque, ao retirar o tumor, precisamos ter cuidado com estruturas responsáveis por funções essenciais, como as relacionadas à ereção e ao controle da urina. Com uma visualização mais detalhada temos melhores condições de preservar essas estruturas, o que pode favorecer a recuperação do paciente”, explica o urologista.

Para o Dr. Thiago, o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e evitar que a doença seja identificada em estágios mais avançados, quando o tratamento pode exigir intervenções mais complexas. “Quanto mais cedo é feito o diagnóstico do tumor, maiores são as chances de cura e de sucesso no tratamento. Na maioria das vezes, o câncer de próstata não apresenta sintomas, ou seja, a doença pode evoluir silenciosamente. A conscientização e os cuidados preventivos são fundamentais para identificar a doença no início e ampliar as possibilidades de um tratamento eficaz”, alerta.

Foto: Divulgação PAS/IA